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Dia D

maio 11, 2009

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Hoje é o dia D. D de dieta, desafio, deal, done, distante, de repente, demais, devagar, devorar, desanimar, despertar, determinar, despistar, desaparecer, dispersar, dominar, deslocar, descontar, desobedecer, desavergonhar, desilusão, demora, difícil, defesa, desconsertar, diminuir, disciplina, dívida, dúvida, despensa…

Mais uma segunda-feira cheia de promessas e mais um false start… Tantas segundas, tantas promessas, tantas semanas que se iniciam sem nada para se agarrar…

D de desamparo… Certezas que me abandonam…

Esperanças que se renovam a cada segunda-feira… Mas se enfraquecem…

Como superar? Como avançar, sair desse limbo? Como fazer um verdadeiro saneamento básico na minha vida? Na alimentação, nos hábitos, no bolso, nas finanças, nos pensamentos, nas atividades, no sono, nos sonhos, nas prioridades, nas idéias??????

Como é difícil…

Como retomar o caminho do cuidado? Como cuidar de mim mesma? Preciso emagrecer, me exercitar… Não mais como apenas uma questão de estética(como se isso fosse pouco e menor… Quem nunca sentiu uma felicidade suprema de experimentar uma calça numa loja e ela servir, depois de já ficado deprimida em várias outras em que tamanho grande é 40?) mas também de saúde. Quantas novas e velhas dores em função do excesso de peso. Fazer exercício para mim hoje é remédio.

Como sair do limbo? Como dar um passo à frente? Como sair do comodismo e da mediocridade? Libertar-se dos velhos padrões, dos grilhões, dos pesos… Excesso de controle por um lado, falta de controle por outro.

Prazeres adiados, projetados na comida… Será? Tanta necessidade de vida, sorver a vida, desfrutá-la ao máximo.

E as esperas continuam… A espera do carro, da viagem de férias, da tranquilidade, do corpo leve e sem dores, da cuca fresca, da paz no coração, do pensamento vazio e limpo, da troca equilibrada, do espaço preservado, da vida bem vivida, do tempo aproveitado, do apartamento comprado, do sossego merecido…

Mas a vida não espera e as areias correm…

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Falando de Morte com Crianças – 2009

abril 11, 2009

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Mosaico 2

março 24, 2009

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A lullaby for grown ups

Quando tudo que você precisa é deitar no colo de alguém que cante isso pra você e faça cafuné nos seus cabelos.

Everything’s gonna be all right…

The answer lies within

Look around
Where do you belong
Don’t be afraid
You’re not the only one

Don’t let the day go by
Don’t let it end
Don’t let a day go by in doubt
The answer lies within

Life is short
So learn from your mistakes
And stand behind
The choices that you make

Face each day
With both eyes open wide
And try to give
Don’t keep it all inside

Don’t let the day go by
Don’t let it end
Don’t let a day go by in doubt
The answer lies within

You’ve got the future on your side
You’re gonna be fine now
I know whatever you decide
You’re gonna shine

Don’t let the day go by
Don’t let it end
Don’t let a day go by in doubt
You’re ready to begin
Don’t let a day go by in doubt
The answer lies within

Dream Theater

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Mosaico

março 24, 2009

 

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Still looking for my holy grail…

Hoje sou um mosaico. Vou me traduzir em músicas e textos que falarão melhor de mim do que eu mesma. Minhas palavras hoje serão minha rendição, mas também meus mistérios, vasculhados nos recônditos mais profundas da minha alma…Meus enigmas, minha busca…

Deixo aqui, registrado nesses recortes, nesses trechos, nesses versos, nessas melodias, aquilo que não sei de mim, meus pontos cegos, meus fantasmas, minhas agruras, minhas dores…

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“I’ve been waiting

thought my heart beat is a beat that beats so near

like a puzzle where the pieces lost to me

like I somewhere lost the keys that let me in…”

I’ve been waiting – Sixpence None The Richer

“You are the bridge of action
I need you to help me cross
I need you to help me

so when you break,
my arms will take hold of you
I know your heart is a hand that takes hold of me
my hand that is breaking
is the hand that is making
all the dead things in me grow
a gift of a holy loss
this burning at the dross”

Still burning – Sixpence None The Richer

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“Behind those eyes
The vivid scene
A lucid dream within
Questioned secrets are revealed
And every time
You can’t deny
The lines that trace your skin
Wounds that never heal

And now she’s calling out a name
Can’t keep on hiding all her pain
You feel the rain move in
As you begin
To turn and answer the call
Trying to believe
The scars unseen
The tears wash clean
You don’t wanna breathe the air you breathe
You don’t know how you’ll live a life alone”

Anna Lee – Dream Theater

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“Desperation stole her voice

The door has opened wide”

Through her eyes – Dream Theater

“Você pode afastar minha dor?
Suma com minha dor
Deixe a frieza lá fora
Por favor não faça chover
Não tropece no meu orgulho
Suma com minha dor
Não estou mais com medo
Apenas fique comigo esta noite
Estou cansado desta luta
Logo estarei batendo em sua porta”

Take away my pain – Dream Theater

“Se você quiser ir só um pouquinho mais fundo, poderíamos falar sobre a natureza da própria liberdade. Será que liberdade significa que você tem permissão para fazer o que quer? Ou poderíamos falar sobre tudo que limita a sua liberdade. A herança genética de sua família, seu DNA específico, seu metabolismo, as questões quânticas que acontecem num nível subatômico onde só eu sou a observadora sempre presente. Existem as doenças de sua alma que o inibem e amarram, as influências sociais externas, os hábitos que criaram elos e caminhos sinápticos no seu cérebro. E há os anúncios, as propagandas e os paradigmas. Diante dessa confluência de inibidores multifacetados – ela suspirou –, o que é de fato liberdade?”

A Cabana – William P. Young

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Soul Parsifal 2 e o Graal

fevereiro 5, 2009

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A busca pelo Graal, iniciando minha Jornada Pessoal neste ano de 2009. 2008 foi pra lá de movimentado e o casamento, a realização de um grande sonho ou talvez o maior de todos, trouxe a felicidade esperada, mas não dá para negar que é uma grande mudança e que viver a dois é uma arte. Com o foco no casamento e na vida a dois e em todas as transformações que tem ocorrido na minha vida desde então, acho que me perdi de mim mesma… Me encontrei e me perdi… Onde estava eu no meio da turbulência, da mudança, das viagens do Renato (é, ele continua viajando, não mais de SP para cá, mas para vários outros lugares a trabalho, Inglaterra, Macaé, Taubaté…), do convívio diário com as diferenças?

Não sabia mais quem eu era… Muito muito muito feliz e rodeada de conflitos e ainda indefinições….

Mas com o final do ano e o início do novo parece que de tanto lutar, de tanto me exasperar, resolvi me abrir, para as novidades, para me conhecer mais, para enfim enfrentar de frente meus fantasmas…

Bem, eles continuam me assombrando, como antes, mas acho que estou começando a lidar melhor com eles. Se você não pode com eles, então junte-se a eles, hehehe. Estamos num momento de convivência pacífica, eu e os fantasmas e eles não estão mais se divertindo tanto quanto antes, quem sabe agora eles vão embora, hehehe.

Comecei o ano sem grandes expectativas, na verdade apenas não queria mais “false starts”, não queria fazer promessas de recomeços e muito menos achar que tudo ia ser diferente só porque o ano mudou, porque a experiência já me dizia a muito tempo que nunca é… Se você de fato não faz por onde ser diferente, nada muda simplesmente pela nossa vontade. A promessa do novo está sempre lá, esperando pela nossa coragem de se entregar a ela.

Não vou dizer que me entreguei, estou longe disso, mas acho que somente pelo fato de não me prometer mais nada, acabei conseguindo alguns novos começos, mesmo sem estar perseguindo-os.

De repente eu e Renato começamos a nos abrir para novas possibilidades para nossa vida, estamos aberto para boas mudanças (tenho que dizer boas, senão o Universo pode entender errado), mesmo de cidade e quem sabe até de país. Temos conversado muito sobre isso.

Continuo com minhas dores de corpo e de alma, continuo lutando com o excesso de peso, mas acho que estou me reencontrando no trabalho. Uau!

Uma pequena mudança, uma tentativa de organização, uma reapresentação, maior clareza do que quero e gosto de fazer (mesmo que no futuro próximo) e UM CONVITE REPENTINO que mudou tudo. De repente me sinto energizada e salva pelo trabalho. De repente tudo passa a fazer mais sentido e quero mergulhar no trabalho e em todas as coisas novas que estão vindo com ele. Será que essa sensação é química? Não importa, o químico também faz parte de mim, afinal o químico se integra ao meu organismo e gera algo que já não é mais separado dele e sim a minha forma única e singular de assimilá-lo e torná-lo parte inseparável de mim.

Não importa de onde vem, vem de mim e está me fazendo muito bem nesse momento que me volto para a minha Jornada Pessoal, a busca pelo MEU Graal. A minha cura, o meu crescimento, a minha maturidade, a minha vida, me sentir viva e vivendo de fato. De repente 30 (hehehe) e agora mais perto dos 40. As dores do crescimento. Sou adulta, me dou conta disso. Quando mais jovem, achava que quando me tornasse adulta me sentiria outra pessoa, totalmente diferente. E me surpreendo ao ver que continuo me sentindo do mesmo jeito que sempre me senti, mas muito melhor, não tenho muitos sentimentos de nostalgia. Me dar conta de que me tornei adulta e que sempre me sinto melhor do que antes é muito bom. De repente começo a me perguntar qual é o sentido da vida, de repente vejo que meus planos mudaram, os sonhos, os ideais, as fantasias. Caí na real e a real nem sempre é boa de se encarar. Mas não tenho mais tantas ilusões e isso é bom. Estou à procura do meu Graal, something is missing… Where’s the meaning? Não é uma entidade, um espectro, algo distante, grandioso e intangível que busco. Está na simplicidade do momento presente tão difícil de ser sorvido, saboreado e integrado. Quero sentir que estou VIVA e plena, me aceitar como sou, com minhas fraquezas e meus talentos e tesouros, quero gostar da minha companhia, quero viver o meu tempo. Por isso começo a me incomodar um pouco com o fato de estar me aproximando dos quarenta, porque ainda quero viver tanto!!!!!! E o tempo está passando… As areias estão correndo… Já deixei muitas correntes pra trás, mas ainda tenho muitas para soltar… Quero ser livre…. Por isso ninguém entende porque eu gosto tanto de fotografar pés no chão, pés na areia, pés com hawaianas, hehehe. É pelo sentido metafórico que tem para mim de liberdade, soltura, descanso…

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Estou lendo, por indicação da Dri (minha médica e amiga e terapeuta as vezes, hehehe) Mulheres que Correm com os Lobos (Clarissa Pinkola Estés) e estou adorando.

Para finalizar esse post deixo aqui uma citação do livro:

“Por isso, igual a muitas mulheres antes de depois de mim, passei minha vida como uma criatura disfarçada. À semelhança da parentela que me precedeu, andei cambaleante em saltos altos e fui à igreja usando vestido e chapéu. No entanto, minha cauda fabulosa muitas vezes aparecia por baixo da bainha do vestido, e minhas orelhas se contorciam até meu chapéu sair do lugar, no mínimo cobrindo meus olhos e às vezes indo parar do outro lado da nave.

Não me esqueci da canção daqueles anos sombrios, hambre del alma, a canção da alma faminta; mas também não me esqueci do alegre canto hondo, o canto profundo, cuja letra volta à nossa mente quando nos dedicamos à regeneração do espírito”

Não quero viver disfarçada… Sou uma alma faminta!

Que Parsifal me cure, que escrever continue me curando, que a música e o todo o êxtase que ela me traz continue me curando e que as minhas histórias me curem e regenerem meu espírito!

Amém!

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Primeiro post do ano! What a shame! What a pleasure!Ou Soul Parsifal…

fevereiro 4, 2009

Com esse título dá para perguntar, porque é tão difícil encontrar espaço para os pequenos prazeres da vida? Bem, há dias que quero escrever, mas sempre tem alguma coisa que coloco em primeiro lugar.

Finally… Here I am… Here I go… So many things to write… Acho que não vou querer parar…

Pausa, preciso de música… Acabei de lembrar de uma que preciso ouvir agora… Soul Parsifal da Legião Urbana. Uau, acho que Deus ainda está me mandando mensagens… Renato Russo, que falta você faz!!!!!! Essa letra e a sua voz … Tudo na vida… Tudo para esse momento… No final coloco a letra toda, vale a pena.

“Ninguém vai me dizer o que sentir
Meu coração está desperto
É sereno nosso amor e santo este lugar”

Domingo (01/02) eu e Renato fizemos nosso “movie day”. Depois de algum tempo sem ir ao cinema resolvemos ver logo dois filmes, um emendado no outro, mas com direito a cometer um deslise entre um e outro (a propósito, Austrália e O Curioso Caso de Benjamin Button). Entramos na livraria e… gastamos dinheiro… irresistível tentação… Resisto a roupas, mas livros é difícil… Eu comprei três livros infantis lindos (para o consultório), compramos um porta controles com ilustrações de cenas de beijos famosas de Hollywood e Renato comprou um livro do mesmo autor que escreveu Alta Fidelidade. O livro é uma idéia sensacional que adorei e quem sabe um dia eu faço o mesmo… Tem tudo a ver comigo e com o Renato, ele escreveu diversas crônicas a  partir de músicas que foram inspiradoras em sua vida. Demais!!!!!!

Histórias e músicas, músicas e histórias, histórias sobre músicas, músicas sobre histórias…

Poderia contar minha vida através das músicas, da minha trilha sonora.

Soul Parsifal pode ser a música do dia de hoje!

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Parsifal é uma Ópera de Wagner e a história é pra lá de inspiradora e repleta de mensagens. Vem aí Soul Parsifal 2 e o Graal… Hehehe!

“A ópera se passa nas legendárias colinas do Monte Salvat, na Espanha, onde vive uma fraternidade de cavaleiros do Santo Graal. O mago negro Klingsor teria construído um jardim mágico povoado com mulheres que, com seus perfumes e trejeitos, seduziriam os cavaleiros e faria com que eles quebrassem seus votos de castidade, e teria ferido Amfortas, rei do Graal, com a lança que perfurou o flanco de Cristo, e todas as vezes em que Amfortas olha em direção ao Graal sente a ferida arder. Tal redenção só poderia ser realizada por um “inocente casto” (significado da palavra “Parsifal”). Este, em sua primeira aparição na ópera, surge ferindo um dos cisnes que purificavam a água do banho de Amfortas, e a todas as perguntas que os cavaleiros lhe fazem responde dizendo que não sabe de nada, nem ao mesmo seu nome.

Parsifal atravessa o jardim mágico de Klingsor e é seduzido pela amazona Kundry, que ora é uma fiel serva do Graal, ora é escrava de Klingsor. Ao beijá-la, sente os estigmas das feridas que afligiam Amfortas e, quando Klingsor atira a lança contra ele, a lança dá a volta em seu corpo, e todo o castelo mágico é destruído. Tempos depois, tendo os cavaleiros se convencido de que ele é o “inocente casto” que faria a salvação, Parsifal cura as feridas de Amfortas e o destrona, assumindo a nova condição de rei do Graal. (Wikipédia)”


Soul Parsifal
Legião Urbana

Composição: Renato Russo / Marisa Monte

Ninguém vai me dizer o que sentir
Meu coração está desperto
É sereno nosso amor e santo este lugar
Dos tempos de tristeza tive o tanto que era bom
Eu tive o teu veneno
E o sopro leve do luar

Porque foi calma a tempestade
E tua lembrança, a estrela a me guiar
Da alfazema fiz um bordado
Vem, meu amor, é hora de acordar

Tenho anis
Tenho hortelã
Tenho um cesto de flores
Eu tenho um jardim e uma canção
Vivo feliz, tenho amor
Eu tenho um desejo e um coração
Tenho coragem e sei quem eu sou

Eu tenho um segredo e uma oração
Vê que a minha força é quase santa
Como foi santo o meu penar
Pecado é provocar desejo
E depois renunciar

Estive cansado
Meu orgulho me deixou cansado
Meu egoísmo me deixou cansado
Minha vaidade me deixou cansado
Não falo pelos outros
Só falo por mim
Ninguém vai me dizer o que sentir

Tenho jasmim tenho hortelã
Eu tenho um anjo, eu tenho uma irmã
Com a saudade teci uma prece
E preparei erva-cidreira no café da manhã
Ninguém vai me dizer o que sentir
E eu vou cantar uma canção p’rá mim

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Cartão de Final de Ano 2008

dezembro 27, 2008

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Caça-fantasmas!

novembro 4, 2008

Acabei de sofrer novo ataque, nova assombração. I can’t take it anymore!

Por isso, declaro aberta, oficial e definitivamente, a temporada de caça aos fantasmas!

Who am I gonna call ?????

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“(…) So I try to be like you
Try to feel it like you do
But without you it’s no use
I can’t see what you see
When I look at the world(…)

(…) I can’t wait any longer
I can’t wait till I’m stronger
Can’t wait any longer
To see what you see
When I look at the world(…)

(…) Tell me, tell me, what do you see?
Tell me, tell me, what’s wrong with me.”

When I look at the world – U2

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Halloween e os fantasmas se divertem…

novembro 4, 2008

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O Halloween já passou, mas os fantasmas continuam fazendo a festa na minha cabeça. Todo dia é Halloween! Está mais parecendo um episódio do Supernatural, a cada dia tenho algo sobrenatural para enfrentar na minha cabeça, mas ao contrário da série, não estou sabendo lutar contra eles. Talvez não tenha as armas necessárias ou talvez não as esteja achando no fundo do meu baú de recursos. Onde eu as coloquei? Acho que eu preferia que fossem episódios de Ghost Whisperer (que eu adoro assistir!). Lá os fantasmas são de verdade (não que os meus não sejam) e a Melinda sempre consegue ajudar as pessoas e seus fantasmas a resolverem suas questões inacabadas e continuarem suas vidas, seja aqui nesse mundo, seja indo para a Luz. Mas os meus moram na minha cabeça e me atormentar o tempo todo. Na verdade eles são parte de mim e são mais assustadores que qualquer filme de terror. É uma luta diária, constante, inglória. Tem horas que sinto que eles estão ganhando e ocupando cada vez mais espaços. E as situações inacabadas não acabam. Acho que eu preciso encontrar uma Melinda pra me ajudar nessa batalha. Socorro! Quando eu acho que estou em condições de enfrentá-los e de me livrar deles, lá estão me assombrando de novo. Mas na série também é assim, ela batalha um bocado até conseguir desvendar as histórias e teias de relações até chegar no desfeixo final, a libertação dos vivos e dos mortos. E ela encara cheia de coragem e de amor o que aparecer diante dela. Minha heroína! E, embora ela pague um preço por esse enfrentamento, parece sair sempre fortalecida e comovida a cada história que acompanha. E o que ela faz para enfrentar tantas assombrações? Bem, a estrada dela é longa e ela aceitou sua missão e seu dom, ela vai aos sub-mundos das almas penadas e conversa com elas. Ela transita pelo mundo dos vivos com todos os seus conflitos, pelo mundo dos mortos assustador, misterioso e também cheio de conflitos e transita também pelo mundo virtual, onde vasculha as histórias de vida das pessoas (vivas e mortas) que procura ajudar. Tem um amigo expert em fantasmas que a ajuda em suas pesquisas, muito amor no coração e um marido de dar inveja (lindo e fofo demais, será que ele é de outro mundo? Hehehe!), compreende seu trabalho, é sensível e uma alma que já garantiu seu lugar no céu.

Que armas tenho eu para lidar com os meus fantasmas e assombrações? Parece que tenho que encará-los não é? Como a Melinda… Eles já moram na minha cabeça e eles estão roubando minha energia. É! Igualzinho nos filmes, pode acreditar! E não durmo de noite! Como a Melinda, acho que preciso de amor, muito amor, alguns fantasmas se amolecem com amor e deixam de assombrar. Primeiro lugar amor por mim mesma, para ter forças para exterminá-los. Respeito pelos meus adversários para que acabem os falsos recomeços e as frustrações que vem depois de novas batalhas perdidas. Honrar minha história e tudo que já ultrapassei para chegar até aqui e ficar feliz com isso, com o que sou, o que me tornei. Vasculhar meus álbuns de fotos, os registros da minha história, suas partes mais tristes, duras e horripilantes. Abrir as janelas e portas do porão, do sótão e dos quartos escuros. Escarafunchar o baú de sentimentos, as culpas, os medos, as inseguranças, as ansiedades, as dores e cicatrizes, as mágoas e frustrações, mas também a força, a capacidade de transformação e superação, as conquistas e construções, a beleza, os talentos, a paixão pela vida (por onde ela anda, by the way?). Claro, não posso me esquecer, dos meus amuletos, sim, eles estão na caixa de brinquedos: música, poesia, filmes, séries, livros, trabalho (sim, ele é uma arma poderosa), amigos, chopp e cerveja de vez em quando, chocolate, cabelereiro (hehehe), irmãs (de sangue e de alma), colo e conversa de mãe e pai com direito a capuccino da Kopenhagen (é de beber rezando!), sobrinho perguntando porque você está triste, família, etc… Além dos tradicionais crucifixos, água benta, alho e tudo o mais, hehehehehehe….

A propósito, travessura ou gostosura? :o )

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Retomando… Black burning heart…

outubro 28, 2008

“Poesia é a palavra que se faz carne…”

Belas palavras do mestre… Ontem tive o privilégio e o deleite de assistir duas palestras de dois grandes mestres, grandes escritores, grandes homens que admiro profundamente. Olhava pra frente e quase não acreditava que estava ali diante deles, tão perto e tão longe. Rubem Alves e Leonardo Boff. Estava plena de gratidão. Já tinha assistido o Leonardo Boff há alguns anos atrás, mas o Rubem Alves, ao vivo e à cores, foi a primeira vez. Que presente! Eu podia ficar ali parada a noite inteira, sentada naquela poltrona, sentindo todas as dores (físicas e outras também), mas me alimentando daquelas palavras e daquelas presenças. Passou tão rápido, foi tão bom. E na minha avidez, queria mais… Agora só nos livros e tentar saber quando poderei assisti-los novamente em outras palestras. O tema era sobre teologia da libertação. Libertação, nas palavras do mestre Leonardo Boff, a ação que vai criando liberdade e liberdade não é dada, é conquistada. Como se conquista sua liberdade quando você mesmo é seu próprio perseguidor? Quando você é que se aprisiona, nas próprias palavras, idéias, verdades, ilusões, fantasias (que você acredita piamente), conceitos rígidos e arraigados que você carrega a vida inteira e muitas vezes sequer se dá conta do quanto isso está entranhado em você, como uma segunda pele. Nas palavras do mestre Rubem todos que acreditam possuir ‘a verdade’ estão condenados a ser inqusidores. E assim me sinto minha própria inquisidora e me condeno a queimar no fogo das minhas próprias verdades, elas chacoalham na minha cabeça como um liquidificador e me tiram o sono. O tão sonhado sono. Ainda nas palavras do mestre Rubem, queria erguer meus altares à beira do abismo e não sobre pilares e fundações seguras e solidamente construídas, mas também velhas, gastas e em francas ruínas. Como o mestre, quero erguer meus altares à beira do abismo com música e poesia e assim haveria luz para iluminar o caminho e aquecer meu corpo e minha alma. Mas ele é “o mestre”, já trilhou um caminho que ainda estou ralando para trilhar e meu black burning heart ainda precisa de segurança e busco sólidas paredes para me escorar, mas estou no escuro e não as encontro e me apavoro, nunca me dei bem com o escuro. Mas ainda tenho a música e a poesia, a beleza e a comoção e delas me preencho e me nutro.

“(…) Forgotten my way home, forgotten everything that I know
Every day a false start, and it burns my heart
Iknow (…)”

Black Burning Heart – Keane