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Foi aberta a caixa de pandora, será o caminho da cura?

outubro 17, 2008

Quero escrever, escrever, escrever… Foi aberta a minha caixa de pandora. Que a avalanche, a tsunami, o vendaval, o turbilhão, a profusão de emoções e sentimentos que me viram do avesso o tempo todo, sejam convertidos em palavras… Será o caminho da cura? Talvez mais um passo em direção. E já que nesse momento terapia só na minha cabeça (converso com o Flávio o tempo todo na minha cabeça), acho que as palavras são o caminho.

Escrever é uma catarse para mim, desde a adolescência, quando por diversos momentos não me encaixava, não me ajustava ao mundo das pessoas e coisas, eu mergulhava no meu mundo secreto e escrevia… Meus pais costumavam dizer que eu “entrava em alfa” e não me comunicava com ninguém enquanto não terminasse de escrever o que quer que fosse, textos, redações, poesias. Minha médica (a Dra. Adriana Thomaz, também amiga e mestra e pessoa que admiro profundamente) me disse para escrever SUAVIDADE no meu computador. Ainda não escrevi, mas estou escrevendo um blog, e acho que agora estou entendendo o que ela quis dizer. O mesmo que o Bono disse com “Baby slow down…” Não é maravilhoso quando um músico, um poeta, um escritor, consegue descrever o que você sente melhor do que você mesma? :o )

- Dri, hoje de manhã vi que tinha conseguido dormir algumas horinhas, não ouvi sequer os barulhos infernais da obra no prédio ao lado. Será? Espero que sim, afinal estou há poucos dias do meu deadline para o remédio. :o )

Tenho que parar, os paciente me aguardam no consultório. Vou entrar em outros mundos de sentimentos e palavras.

Até breve!

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Hello world!

outubro 16, 2008

“Baby slow down
The end is not as fun as the start
Please stay a child somewhere in your heart”
U2

Ai que medo… Esse é meu post de inauguração e estou morrendo de medo… Escrever sobre mim sempre foi tão fácil e tão curativo, mas agora este é um novo mundo e é meu mundo exposto. O que dizer? Como dizer? Dizer? Bobagem, apenas escrever, deixar sair… Dizer o que quiser, o que vier à mente… Mas, será que posso? E o que irão dizer? Dizer, dizer, dizer… Hello world! This is… ME! So what? Escrever é um enorme prazer, mas o livre escrever, não escrever dentro de padrões, de regras, de normas de enquadres, de censuras… Quero escrever ponto. Nada de grilhões, de algemas, nem de cadeados e senhas… Afinal, como li no blog de uma amiga hoje, quero prazeres completos, não mais pela metade. Prazeres inteiros, completos, arrebatadores… Desde os mais simples até os mais complexos, inclusive aqueles que eu ainda não experimentei. Mas por hora, tenho muitos que desfrutar right here, right now. Renato, vida de recém-casada (ai, que delícia!), chocolate, comidinha da Mamãe (é sim, tem comida melhor do que de Mãe? hehehe!), coca-cola (light é claro, a zero é horrível), todas as séries que assisto na TV, filmes, boa leitura (de trabalho ou não) e música, música, música, muita música…

E este é apenas o começo de muitos começos…

Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do “Law and Order”, uma caixa de trufas bem macias e o Clive Owen embrulhado pra presente ? Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.

Leila Ferreira”
(http://luluborges.blogspot.com/)