Quero escrever, escrever, escrever… Foi aberta a minha caixa de pandora. Que a avalanche, a tsunami, o vendaval, o turbilhão, a profusão de emoções e sentimentos que me viram do avesso o tempo todo, sejam convertidos em palavras… Será o caminho da cura? Talvez mais um passo em direção. E já que nesse momento terapia só na minha cabeça (converso com o Flávio o tempo todo na minha cabeça), acho que as palavras são o caminho.
Escrever é uma catarse para mim, desde a adolescência, quando por diversos momentos não me encaixava, não me ajustava ao mundo das pessoas e coisas, eu mergulhava no meu mundo secreto e escrevia… Meus pais costumavam dizer que eu “entrava em alfa” e não me comunicava com ninguém enquanto não terminasse de escrever o que quer que fosse, textos, redações, poesias. Minha médica (a Dra. Adriana Thomaz, também amiga e mestra e pessoa que admiro profundamente) me disse para escrever SUAVIDADE no meu computador. Ainda não escrevi, mas estou escrevendo um blog, e acho que agora estou entendendo o que ela quis dizer. O mesmo que o Bono disse com “Baby slow down…” Não é maravilhoso quando um músico, um poeta, um escritor, consegue descrever o que você sente melhor do que você mesma?
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- Dri, hoje de manhã vi que tinha conseguido dormir algumas horinhas, não ouvi sequer os barulhos infernais da obra no prédio ao lado. Será? Espero que sim, afinal estou há poucos dias do meu deadline para o remédio.
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Tenho que parar, os paciente me aguardam no consultório. Vou entrar em outros mundos de sentimentos e palavras.
Até breve!



